Aprendendo mais sobre UX em Sorocaba

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Exemplo clássico de UX/UI - Ketchup Heinz
Exemplo clássico de UX/UI - Ketchup Heinz

Semana passada conheci um lugar bem bacana, o espaço para Coworking Space Sorocaba. Neste local foi realizada uma apresentação sobre a importância da UX (Experiência de usuário) no desenvolvimento de aplicações, idealizada pela BLCKLND DESIGN. 

Bom saber que cada vez mais as pessoas se interessam pelo assunto, na medida em que tudo hoje em dia tem que ser centrado nas necessidades do usuário. Legal ver gente de várias faixas etárias e de diversas áreas de atuação diferentes com interesse no assunto UX. Entenda-se como usuário qualquer pessoa ou ser (pode ser seu cachorro aí porque não cara?) que vá usufruir de um serviço ou produto, no meio digital, no caso dessa apresentação, ou não, pois UX também está presente em projetos offline. Apresentado pelo Designer e CEO da BLCKLND, Mr Stranger, essa palestra foi bem introdutória, mas produtiva, começando com cases de aplicativos já reconhecidos mundialmente como UBER, APPLE, NUBANK, AIRBNB e alguns nacionais promissores como Organize, Ache&Descarte, etc.

Inicialmente falando do que é UX  e o que não é, como já escrevi por aqui, vejo ainda que muitos confundem com UI, que significa a interface das aplicações. A UX é um universo novo e que tem dentro dela diversas disciplinas, como foi mostrada pelo famoso gráfico de Dan Saffer.

Por exemplo, quando se começa a pensar em um portal de conteúdo do ramo da Cultura como o SESC, existem profissionais qualificados que fazem pesquisa, estudos de arquitetura da informação, taxonomia, história, etc., tudo aí já é UX. Não existe UX sem se tratar de pessoas. Você vai convencer seus chefes que a ideia é boa, mas os caras não estão nem aí pra você. Você acaba se dando mal com as pessoas daí que poderiam te ajudar. O que você faz? Joga a culpa pro setor de RH. Não é assim que se faz UX, temos que pensar no usuário. Todo projeto e análise vai envolver tanto desenvolvedores, designers, stakeholders, educadores e profissionais de áreas diferentes, mas sempre pensando no nosso usuário. Quem é o usuário afinal? Quais as disciplinas da UX?

Então podemos destacar dentro dessas disciplinas toda essa parte de trabalho de pesquisas humanas tanto como o trabalho da parte tecnológica, como interação homem-máquina, interface gráfica, engenharia, design industrial, etc. Existem ferramentas que nos ajudam a descobrir sobre nosso usuário que chamamos de Proto-personas e personas, que não entraram muito a fundo neste dia.

Um assunto legal que foi mostrado aí foram os chatbots, exemplificando a experiência do aplicativo de finanças Warren, nada daqueles formulários de cadastro longos, todo aquele negócio chato de preencher, substituído por uma interface (ou não interface) mostrando a simplicidade de fazer pequenas perguntas, para descobrir e direcionar o tipo de investimento que o usuário realmente quer. Fantástico! Acho que os devs de Machine Learning piram!

Até esse ponto me veio na cabeça aquele lance de microcopy, fazer o texto da aplicação atingir certinho seu público.

Finalizando aí o dia, teve uma interação com o pessoal e por fim um breve Pitch, da aplicação Ache e Descarte, que trata de mapear os pontos de reciclagem de baterias e outras coisas high tech.

A cidade de Sorocaba, "interior" do estado de São Paulo, pode ser considerada desde já como um grande pólo educacional e de desenvolvimento tecnológico. Várias startups começaram por aqui, umas com sucesso outras ainda em fase de validação. Não vou citar nomes aqui pois tem bastante projetos legais, aparecendo direto. Já existe um ecossistema de startups desde as faculdades da região e  Parque tecnológico, Sebrae, portais como o Startup Sorocaba, etc.

Concluindo aqui, e meu comentário com o Mr Stranger, penso que falta ainda as empresas entenderem o que é UX, eu como designer hoje trabalho full-time com UX e o aprendizado é constante. Bora aprender ainda mais sobre UX, psicologia, filosofia, startups, empreendedorismo, etc.

 

 

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Branding, a sua marca com super poderes!

Creative Bros Design - Branding
Branding, a sua marca com super poderes! Rock n Roll sem branding é como banda de buteco!

Durante a Copa de 2014 no Brasil, a imprensa gringa encheu de críticas sobre o cafezinho brasileiro, o modo com serviam, em um copo plástico com uma pequena dose de café preto simplesmente, algo preparado muito rápido, como se fosse algo sem valor, para alguns café é café, vendem por vender. De fato nosso produto café é muito valorizado lá fora, só perdemos para os colombianos nesse quesito. Qual a diferença desse tipo de café de padoca da esquina ao valor de um café da Casa do Pão de Queijo ou Starbucks por exemplo? Eles agregam valores, e isso faz parte do branding. Branding não é apenas logo branding, veja como exemplo a imagem acima, você se tivesse em uma banda tocaria com instrumentos como uma guitarra pirata em um bar de esquina sem fachada e sem nome?

 

Branding é a sua marca com super poderes, quem toca um Rock n Roll se importa sim com uma Fender, Gibson, e por aí vai!

 

O comportamento do consumidor depende de alguns fatores que precisam ser considerados em qualquer setor. Na indústria de vestuário, existem vários fatores entrelaçantes conhecidos que influenciam o comportamento do consumidor. A Internet como se sabe bem tem sua importância em quase todas as formas de business, mas o reconhecimento da marca é conduzido por um conjunto de fatores que possuem seus próprios princípios.

 

O comércio depende diretamente da comunicação, e hoje a internet é considerada um dos meios de comunicação mais importantes e confiáveis para qualquer negócio. É por esta razão que a promoção da marca está significativamente relacionada ao uso da Internet. No entanto, é necessário afirmar que a Internet é apenas uma das ferramentas para promover uma marca, assim como outros meios de promoção. Vários fatores influenciam na decisão de aquisição ou compra, o Branding é fator crucial, assim como o Marketing que sempre se renova, o Personal Branding que trabalha uma marca pessoal, o diferencial do Design, a forma de se comunicar com os seus clientes, experiência de usuário, estado de humor, etc.

 

Para vender produtos, as grandes marcas recorrem a várias estratégias. Cada empresa tem sua estratégia estruturada de acordo com os fatores de mercado, bem como com os pontos fortes do produto. Isso pode significar que uma organização deve considerar vários ângulos para garantir que seus produtos entrem em um mercado e vendam com sucesso. Ao considerar vários fatores que desempenham suas partes no sucesso de um produto no mercado, a "marca" é um componente importante para as organizações trabalharem. Branding é considerado um componente importante no sucesso de um produto no mercado, pois pode controlar as decisões do consumidor. Isso, claro, depende da reputação da marca, que se refere à forma como atraiu os consumidores no passado e como os serviu.

 

Uma marca permite que as organizações diferenciem seus negócios de seus concorrentes. Mas, o mais importante, as marcas ajudam a motivar a fidelidade dos clientes. Ao ter uma marca, as empresas ganham múltiplos níveis criando estratégias de negócios eficazes que ajudam a promover a empresa. Construir uma marca também é criar uma identidade que diferencia um do resto, isso pode ser na forma de um logotipo, um nome ou modelo de negócios. Isto é o que ajuda a receber uma resposta positiva do consumidor. Os consumidores procuram características em uma marca que atendem às suas necessidades e desejos. Se uma marca faz isso com um produto, no futuro, os consumidores escolheriam outros produtos com a mesma marca. Um pouco de neuroscience aí!

 

Mais recentemente, os conceitos de marca tornaram-se mais sobre como as pessoas percebem os negócios. Por esta razão, tem tido muita atenção sobre como as marcas podem aliviar a posição de negócios, vendas e base de consumidores. O conhecimento percebido sobre a marca vem de três critérios principais de acordo com o Business Central da Microsoft são:

 

1. "Confiança em um negócio, produto ou serviço fazendo exatamente o que o cliente já acredita que fará. Por exemplo, uma marca de conveniência de 24 horas pode ser baseada na confiança dos clientes de que estará aberta, seja qual for a hora do dia ou a noite.

 

2. A resposta emocional do cliente para a compra de um produto ou serviço. Por exemplo, um varejista de roupas pode criar uma marca baseada em torno de fazer seus clientes se sentirem bem com o que eles vestem, como eles olham, o quanto eles sentem sobre comprar roupas daquela loja e o que ela diz sobre elas para seus pares. Uma marca constrói uma personalidade única para um negócio e, portanto, atrai um tipo definido de cliente. Muita pesquisa de mercado neste ponto.

 

3. Mais importante ainda, a marca é baseada em recompensar consistentemente a confiança e entregar a resposta emocional esperada.

 

Por exemplo, uma empresa de café pode construir sua marca com sucesso se o café dos clientes forem sempre cuidadosamente feitos com os melhores grãos, ainda agregando valores nutritivos e um ambiente apropriado para reuniões, estudos, um lanche nutritivo, etc. Os clientes acreditam que estão tomando o melhor café com um valor agregado justo e se sentem bem ao retornar ao estabelecimento e indicar a mais amigos.

 

 

Exemplo de Branding, cafeteria com ambiente para estudos e reuniões
Exemplo de Branding, cafeteria com ambiente para estudos e reuniões
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O poder do conteúdo

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Marketing de conteúdo, Content Marketing, Arte, Design, Negócios - Creative Bros Design
Criação de conteúdo de qualidade, impulsiona diversos tipos de negócio

Estamos em 2017, o marketing mudou muito e quando bem executado, alcança grandes audiências. Exemplificando aqui o HubSpot, a maior agência de marketing de conteúdo do mundo, eles têm reputação para obter resultados. Kipp Bodnar é o CMO da Hubspot e aqui vamos mostrar alguns Insights, ele explica como usar o marketing de conteúdo para acelerar o crescimento de sua empresa e transformar estranhos em clientes.

 

Se você pensar sobre a forma como as pessoas enxergam o marketing tradicional ao longo dos anos, nesse modelo, você basicamente interrompe as pessoas. Você entrega spam no seu endereço de e-mail. Você envia mala-direta para o escritório deles. Você os chama no telefone. É um processo muito interrompido e chato. É, “Ei. Este é o meu negócio. Venha olhar para mim. “Isso é realmente fora do marketing. O marketing de conteúdo é essencialmente o oposto. A tecnologia inovou tudo isso, porque se você é um ser humano hoje, você pode simplesmente ignorar todas essas coisas. Você tem identificação de chamadas no seu telefone. Você tem bloqueador de anúncios em seu navegador. Você pode simplesmente sintonizar todo o marketing. Fazem ainda as tais Chamadas a frio. Bem, menos de 1% da chamada fria, basta pegar o telefone, a chamada aleatória e automatizada, provavelmente funcionará para se conectar e obter um acordo de vendas. Mas este método já é ultrapassado. Você é como, “Ok. Bem, talvez eu esteja bem com esse 1%. “O desafio para as 99 pessoas de 100, você cria uma percepção realmente negativa da marca com essas práticas de interrupção e aborrecimento. Não é eficaz. Não só é ruim para a sua marca, mas é ruim para o seu negócio. Ficar incomodando pessoas que não querem seu serviço, produto, negócio hoje em 2017 é uma má prática. Destrói o seu Branding, os valores de sua marca são vistos de forma negativa.

O marketing de conteúdo ou Inbound Marketing é realmente sobre como você cria conteúdo e puxa as pessoas com soluções para o seu site, para o seu blog, para suas contas de redes sociais, ajudando-os e dando-lhes informações que o tornarão mais fácil de ser atingido por clientes potenciais, leads para fazer o seu trabalho. Isso aborda questões comuns sobre o que eles têm no processo de compra, a jornada do consumidor, Experiência do usuário(UX), a forma como fazemos esse meio de campo no atendimento. Olhe ao redor do seu mercado. O que você provavelmente verá é que todos os seus concorrentes gastam muito dinheiro em publicidade e bombardeiam as pessoas com mensagens sobre seus produtos. Você precisa ser o oposto disso. Você precisa ser o outlier.

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Novas ferramentas de UX de fácil colaboração entre designers.

A Adobe vem entrando forte na briga dos softwares de prototipação e design de interfaces, hoje o Sketch domina o mercado, mas ainda é um software exclusivo apenas para usuários de Mac. O novo pupilo da Adobe o XD ou Experience Design, ainda está na versão beta, mas já podemos testá-lo em sua versão para quem trabalha com o sistema operacional Windows. Será o fim do domínio absoluto do Sketch? Eis a questão.

Por muito tempo a galera de UX e UI sofria para prototipar as suas telas, ou views, sejam para sites complexos ou mesmo aplicações web e mobile. Hoje no mercado existe uma infinidade de ferramentas para criar seus wireframes, ou protótipos de baixa e alta fidelidade. Dentre os mais populares por um longo tempo muito se tinha falado no Axure RP, um software pago, mas com recursos muito bons em que podemos fazer toda a navegação de um aplicativo muito fiel ao produto final. Depois surgiram diversas ferramentas online, e até mesmo gratuitas, com a vantagem de grande colaboração entre designers. Tantos são os caminhos que podemos tomar hoje em dia, que até mesmo dentro do Google Drive como Cacoo e Moqup, já existem opções para fazer um wireframe totalmente grátis. A lista é extensa, nem compensa comparar um a um.

O grande desafio dos designers hoje ainda é conseguir no menor tempo possível, terminar os testes do protótipo e a dura questão da aceitação dos usuários e aprovação dos stakeholders, os manda-chuvas do negócio. Nem sempre a ideia original tem o mercado que procuram, ou acabam mudando de ideia no meio do processo para entender melhor as necessidades do mercado. Outra parte desafiadora é que ainda no Brasil, não temos toda a cultura de UX dentro das empresas, e muitas vezes o trabalho de front-end e back-end acaba sobrando pro querido designer fazer sozinho, ou trabalhar com um programador que tenha a santa paciência de se trabalhar em conjunto do projeto.

Exatamente por sua simplicidade e facilidade de uso o Sketch ganhou fama e preferência das melhores agências digitais do mundo e ainda é a opção número um em prototipação e design de interfaces. O pessoal que usa PC e Windows, acaba tendo um pouco mais de trabalho, fazendo o serviço no Photoshop, Illustrator ou até mesmo o Axure.

Mas agora a investida da Adobe com a criação do XD, está causando um grande impacto no mercado, ainda é cedo para dizer quem vai dominar esse ramo. Em meio a toda essa confusão de ferramentas de UX, existe o famoso site de comparação UXTOOLS.

Uma boa dica é ficar atento, e não necessariamente uma pessoa que usa o Sketch no Mac seja mais ágil que outros que trabalham com PC ou mesmo usam prototipadores online, como Marvel, Invision, Figma, etc. Todo o caminho e opção é válido. Aliás ter bastante opção no mercado é um lance que gostamos muito, e dá várias opções de colaboração inclusive entre sistemas diferentes. Hoje temos bastante profissionais de UX e interfaces que podemos seguir, e escolas próprias para quem quer aprender do zero ou mudar de carreira. Falta só o Brasil melhorar um pouco a cultura do design dentro de empresas que não necessariamente sejam do ramo criativo, como as de tecnologia, órgãos públicos e tecnologia. Quem sabe o UXer seja o profissional do futuro?

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Para não confundir mais UX com UI Design. Saiba as diferenças.

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O que é UI Design?

 

UI Design, ou User Interface Design (Design de Interface do Usuário),é o meio pela qual uma pessoa interage e controla um dispositivo, software ou aplicativo. Esse controle pode ser feito por meio de botões, menus e qualquer elemento que forneça uma interação entre o dispositivo e o usuário.

Um bom projeto de UI antecipa as necessidades do usuário e garante que a interface contenha elementos de fácil acesso e utilização, fornecendo o que é chamado de experiência user-friendly, ou seja, uma experiência que é amigável e que não cause frustrações ao utilizador

É muito comum confundir UI Design com UX Design, e por mais que os nomes sejam parecidos, suas abordagens são bem diferentes. UX está relacionado com a experiência do usuário e com seus sentimentos, já UI é a maneira como o usuário alcançará essa experiência. Há uma analogia citada por Dain Miller em um artigo (http://www.webdesignerdepot.com/2012/06/ui-vs-ux-whats-the-difference/) do blog Web Designer Depot que ilustra muito bem o que eu quero dizer:

“UI is the saddle, the stirrups, and the reigns.
UX is the feeling you get being able to ride the horse, and rope your cattle.” UI são os estábulos, o castelo, o reino. UX é todo o sentimento em que você chega no estábulo e pode escolher um cavalo, cavalgar ao redor do castelo, é uma experiência de verdade.

É importante entender que User Interface não é só sobre como uma aplicação ou dispositivo se parece, nem quais cores ou formas o compõe. UI é sobre como ele funciona e sobre como a interação será realizada, indo muito além da aparência que esse produto possui.

 

Qual a diferença entre UI Design e UX Design?

 

Confundir estes dois termos é mais comum do que você imagina.
Com a incrível quantidade de nomenclaturas existentes hoje em dia para definir todas as áreas que envolvem o design, não é de se surpreender que vez ou outra nos confundimos ao utilizá-las.
Em primeiro lugar, o que você precisa saber é que os dois termos tem significados diferentes, mas que eles se complementam e são fundamentais para um bom design. Podemos dizer que eles possuem uma relação simbiótica, visto que se beneficiam mutuamente para alcançar um resultado final satisfatório.

Jakob Nielsen e Donald Norman resumem a Experiência do Usuário como uma forma de englobar todos os aspectos da interação do usuário final com a empresa, seus serviços e seus produtos, ou seja, ela é responsável por estudar as melhores maneiras de atender as necessidades dos usuários e deixá-los satisfeitos com todo o processo.

A verdadeira experiência do usuário vai muito além de somente fornecer aos clientes o que eles dizem querer, sendo necessário fazer com que eles se sintam alegres por possuírem seu produto e felizes em utilizá-lo. Desta forma, para trabalhar com UX é necessário que o designer estude e avalie como os usuários se sentem sobre um sistema, levando em consideração aspectos como a facilidade de uso, percepção de valor do sistema, utilidade, eficiência na execução de tarefas e demais características para propor a melhor solução a um determinado problema. Também é necessário que o UX Designer tenha uma visão ampla de todas as disciplinas que a e envolvem – e existem muitas delas, como vocês podem ver no gráfico abaixo desenvolvido por Dan Saffer (http://www.kickerstudio.com/2008/12/the-disciplines-of-user-experience/) – pois é a junção de todas que resultam na experiência final do usuário.

 

Sabendo que o UX Design trabalha com as emoções e experiências dos usuários, fica mais fácil entender que o UI é justamente a ponte responsável por fazer com que essas experiências aconteçam. De acordo com Jef Raskin, um especialista em interação humano-computador americano conhecido por ter iniciado o projeto do Macintosh para a Apple Computer no final da década de 1970, a interface é a maneira que você realiza tarefas com um produto, ou seja, o que você faz e de que forma ele responde.

 

Conclusão

 

 

Sintetizando tudo o que foi falado até agora, o UI Design é a interação entre a interface e o usuário, já UX é como essas interações trabalharão o lado emocional do usuário, a sua experiência com o sistema. Para entender melhor sobre o assunto recomendamos a leitura do livro INTRODUÇÃO E BOAS PRÁTICAS EM UX DESIGN, de Fabrício Teixeira pela Casa do Código, e acompanhar blogs do assunto como o Brasil UX. O livro pode ser comprado direto do site em formato digital também. O mundo já é digital e a experiência de usuário faz toda uma grande diferença em como interagimos com esses meios.

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Não existe melhor época para se criar um negócio

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Startups Australia
Startups Australia

'Não existe melhor momento para ser um empreendedor' Patrick, palestrante da Startcon Austrália. 

 

O gerente de produto, Patrick Malatack, diz que não há melhor momento para ser um empreendedor do que agora. O custo do fracasso é barato, e isso significa novas idéias, criatividade e novas empresas estão atingindo o mercado com um ritmo nunca antes visto.

 

Hoje no mercado digital existem muitos serviços que podem ajudar a expor suas ideias e alavancar novos negócios. Se não der certo, você não quebrou o banco, assim você pode passar para a próxima idéia ", diz ele.

 

"Isso significa que o custo da inovação é menor do que nunca, o que criou uma enorme oportunidade para os empreendedores".

 

Twilio é uma empresa de comunicações em nuvem com sede em San Francisco. Foi o único com índice de unicórnio de 2016, (startups que atingem a marca de valorização de um bilhão de dólares) e em seu primeiro dia de negociação levantou US $ 150 milhões, com ações até 92% no fechamento do negócio.

 

Malatack diz que o modelo de negócio bem sucedido é construído em uma "super rede" que abrange todos os continentes e 22 centros de dados. É tudo sobre adaptatividade.

 

"À medida que os clientes da Twilio crescem, nossa rede cresce, torna-se mais inteligente e mais eficiente".

 

 

Ele diz que cuidar dos clientes é o fator número um.

 

 

"Na prática, isso significa que todas as decisões que tomamos, quer se trate de um novo produto, a estrutura da nossa equipe ou a forma como pensamos, foi decidida com as necessidades dos clientes em mente. Tudo volta a criar uma plataforma flexível e capaz de se adaptar rapidamente ".

 

Basta relaxar sua mente, ter foco e mindset como os CEOs das novas startups do Vale do Silício. Muitos dos empreendedores do mundo inteiro possuem um ritual de paixão e foco em seus trabalhos. Imagine um mundo onde várias cidades se tornassem o novo Vale do Silício, não necessariamente, grandes cidades ou metrópoles.

 

Então, como isso funciona na prática? Malatack diz que a estrutura particular da equipe de Twilio permite a responsividade necessária.

 

"Em vez da tradicional estrutura hierárquica de" todos ficam alinhados ", formamos dezenas de pequenas equipes que operam e enviam feedback de forma totalmente independente.

 

"Apesar de ter quase 700 funcionários, pequenas equipes nos permitem manter o mesmo nível de paixão, desenvoltura e produtividade que nossa equipe fundadora teve um dia. Para lhe dar uma idéia de como isso funciona, a nossa infraestrutura de pequenas equipes nos permitiu enviar mais de 6000 vezes dados de comunicação de apps só no ano passado. Isso significa que a Twilio fica melhor 30 vezes todos os dias. "

 

A empresa possui clientes diversos e de alto perfil, como Coca-Cola, Uber e eBay, e continua a crescer.

 

A missão da empresa é ambiciosa: alimentar o futuro das comunicações. Malatack diz que vai exigir toda a adaptabilidade que a estrutura da equipe pode oferecer.

 

"Nós somos e continuaremos a ser a única plataforma que os desenvolvedores podem usar para construir qualquer tipo de comunicação em sua aplicação em qualquer lugar do mundo - seja uma chamada de voz, uma mensagem de texto, uma sessão de vídeo, um bate-papo na web ou qualquer outro canal ".

 

A Twilio se tornou um case de sucesso e inovação na Austrália. Em se tratando de Brasil e América Latina, tem muita burocracia que precisa ser desfeita infelizmente. Mas nada impede de se pensar em novas ideias de negócio.

 

Hoje a maior aceleradora de startups da América Latina está aqui no Brasil,

 

e já existe todo um ecossistema de inovação e o Sebrae também está aí para dar suporte a quem quer ser um empreendedor. 

Portanto sonhar não custa nada. 

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Da dor nasce a reflexão

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sunset Ibaraki Beach Ocean
sunset Ibaraki Beach Ocean

Um pequeno relato de um brasileiro que trabalhava no Japão. 


Dia 11 de Março de 2011. Um dia trágico para o Japão, as províncias de Fukushima, Miyagi entre outras foram atingidas seriamente por um tsunami, ondas gigantes que destruíram cidades inteiras e ainda afetaram os reatores nucleares da usina da Tepco em Fukushima. 


Trabalhava em uma fábrica na província de Tochigi, apenas 300km de Fukushima. Nessa região confesso que não sabia da gravidade da situação pois terremotos são comuns em todo território japonês. Esse dia estava em casa com minha esposa peruana e sua mãe. Algo parecia errado, o tremor estava longo durou quase quatro minutos, muito mais demorado que o normal e começava a ficar cada vez mais forte. Percebendo que algo estava fora do comum, nós corremos pra fora de casa com medo dela desabar. 


Nas ruas, como era de tarde, todos sem entender o que havia acontecido. Crianças chorando, todos ligando para os familiares. A energia elétrica havia sido cortada. Meu celular na época era o único com bateria e um pouco de sinal 3g. Através dele vi pelos portais de notícias a gravidade da situação em que o país se encontrava. Tsunami, terremoto com epicentro no mar, as autoridades pedindo para se protegerem e sair das costas litoraneas. Nós vivíamos distantes do mar, não sabíamos o que estava acontecendo direito, foi através do Twitter que conseguia me inteirar mais rapidamente das notícias e logo já avisar aos nossos familiares que estávamos bem. 


Fazia frio, o aquecimento das casas dependiam da energia elétrica, a qual era gerada através de usinas nucleares. Lembro que fomos dormir assustados, ainda acompanhando as notícias. Dia seguinte, filas nos supermercados e lojas de conveniência, muitos organizando o quanto cada um poderia comprar, comida e mantimentos racionados e organizados em filas. Não havia quebradeira, tudo pacífico, mas o ar era de tensão. 24 horas depois do susto a energia havia voltado. 


Dois dias após o terremoto, mais fortes tremores foram sendo registrados e as notícias que víamos  era de que não tomassemos água da torneira que poderia estar contaminada pela radiação. A preocupação era até mesmo com a chuva que poderia espalhar pela água a radiação para outras províncias. Foram dias de incerteza, o mal agora era a crise nuclear. O medo fez muita gente ir embora do Japão. A embaixada da França pediu que todos os cidadãos franceses deixassem o o país.   


Para liberar um pouco do stress causado saímos caminhando à pé, até a estação principal da cidade onde vivíamos, Utsunomiya. Muitos ônibus estavam parados, mas parcialmente os trens ainda funcionavam. De curiosidade entramos no complexo da estação e víamos muitos repórteres, pessoas querendo ir às áreas afetadas, mas o caminho agora era somente por Estradas. Os trens só iam em direção sul, sentido Tokyo. Todas as vias para Tohoku paravam aí em Utsunomiya. 


Paramos em um lugar para tomar um café. Encontramos um homem com semblante de preocupação, Rafael era seu nome, boliviano engenheiro de petrolífera desesperado por notícias de sua esposa japonesa que morava em Fukushima. Por sermos estrangeiros ele se aproximou e conversamos, tomamos um café juntos e escutamos a sua dor. Ele não sabia o que fazer. Por já estarmos lá e por saber falar japonês e se inteirado da situação do transporte, nós o direcionamos para que ele conseguisse um coche, um carro para ir até a zona afetada atrás de sua família. Rafael saiu correndo, nos agradeceu e foi embora. Voltamos à pé pra casa e nunca mais tivemos noticias desse homem, Rafael, espero que tenha encontrado sua família à salvo. Acho que nesse dia surgimos no caminho desse cara por um propósito, uma ajuda. 


Voltando à rotina, a fábrica onde trabalhávamos eu, minha esposa e minha sogra havia declarado que não havia condições de serviço em razão do terremoto. Depois de tantas notícias ruins mais essa. Teríamos que esperar três meses para poder voltar ao mesmo trabalho ou definitivamente buscar outro emprego. E lá fomos nós sofrer na fila do desemprego, trabalhando de canto em canto para manter um salário mínimo de sobrevivência, o custo de vida é muito caro no Japão e todos nós tínhamos que economizar ao máximo para ainda enviar dinheiro para nossos familiares no Brasil e Perú. 


Enfim como tudo na vida é aprendizado, o tempo que agora nos sobrava, pensava em soluções, resolvi me dispor a trabalhar o que fazia quando estava no Brasil. Sempre trabalhei no Brasil como designer gráfico e criação em publicidade, porque não aplicar os conhecimentos no Japão? Pois bem assim nasceu a ideia do site Creative Bros Design, antes por fazer largas horas extras não tinha tempo para pensar em se reinventar. Começamos com um site importando cosméticos pela Internet dos Estados Unidos e vendendo para o pessoal que conhecíamos, mas ainda era difícil fazer negócio com os japoneses, a clientela era mais gente como nós, brasileiros, peruanos, filipinos, professores de inglês franceses, britânicos, todos gaijin ou gaikokujin que é mais bonito. Estrangeiros eram o foco. Assim por que não oferecer design gráfico, Papelaria, logo e sites pra essa turma! Esse foi o verdadeiro início desse site. Claro que não atuei sozinho, pedi ajuda a amigos no Brasil para dar suporte em determinados focos como redação, tradução porque eu não sou 100% fluente em japonês, a escrita também me deixou pra trás. Espalhei cartazes oferecendo meus trabalhos nos pontos de estrangeiros, restaurantes, pizzaria, etc. 

Foi através dos cartazes que consegui os primeiros clientes e até colaboradores, pessoas formadas em publicidade, fotógrafos, porque não se unir, vamos montar uma agência no Japão eu pensava. 


Com certeza nessas dores que surgiu a esperança de dias melhores, tudo isso aconteceu logo depois de me casar, meu falecido pai que foi o verdadeiro motivo de ter vindo ao Japão, nunca pediu que eu seguisse tal caminho, sempre me deu liberdade de escolha para uma profissão. 

Já tinha ido ao Japão porque ele estava doente e nós no Brasil já tínhamos quebrado um negócio, não deu certo. 

Precisava de ajuda pra crescer e hoje temos colaboradores espalhados pelo Japão, no Brasil e outros lugares. Trabalho novamente agora só com Design e Marketing no Brasil, mas mantendo os clientes em todos os lugares. Compartilho essa trajetória de fracassos e sucessos e ainda penso em se reinventar. Vamos manter essa forma de pensar? 


Mario Hideki, Creative Bros Design. 


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Vai abrir o seu negócio? Pense nas mudanças! Você vai precisar de uma boa ideia, um logo e claro, um site!

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Startup World na Feira do Empreendedor 2017

Feira do Empreendedor 2017 Startup World São Paulo
Feira do Empreendedor 2017 Startup World São Paulo

Aproveitando o verão Paulistano muita gente indo aos Carnavais de rua em São Paulo, enquanto muitos outros estavam indo ao evento promovido pelo Sebrae, Feira do Empreendedor 2017. Claro que dentro dessa feira aproveitando o perfil empreendedor de muitos brasileiros e busca por novos negócios e soluções, estivemos por lá de olho no primeiro round do Startup World SP. 

Assistimos ao primeiro dia do evento, 18 de fevereiro, apesar do amplo espaço do pavilhão sul do Anhembi, o dia foi de muito calor e filas durante a parte da tarde. Digamos que 80% do público, esteve presente pra se inteirar das novidades do próprio Sebrae, pessoas interessadas em franquias, negócios tradicionais, capacitação, gestão, sustentabilidade, capital e tudo mais, enquanto os outros 20%, o interesse foi na parte de inovação, onde entra essa palavra mágica que já está no vocabulário dos negócios no Brasil, as Startups. 

O começo do Startup World foi com poucas pessoas e o calor estava realmente forte em Sampa, logo cedo, houveram processos de mentoria e muito networking, muitos estudantes interessados, pessoas com idade um pouco avançada também participando nessa vibe de buscar soluções para vários pontos problemáticos do nosso sistema brasileiro. 

Uma boa notícia é que agora o Sebrae tem pessoas capacitadas para dar apoio à startups, ideias inovadoras, novos negócios, etc.

Entre uma apresentação e outra, os caras do evento deixaram o público com ideias prontas fazerem pitchs no palco, e assim serem analisados por profissionais do assunto. Muito bacana essa interação. 

Destacamos a apresentação da Artemisia, uma organização que trabalha com negócios de impacto social, com o tema: Startups,  levando soluções para o mundo, apresentado por Gustavo Goldberg. Com certeza muitos interessados nesse tema, pessoas envolvidas com educação, estudantes, profissionais da área de saúde e claro startupeiros como nós!  

Depois finalizando o dia, outros temas como a capacitação de recursos financeiros, e mitos e verdades sobre marcas e patentes. 

Foi um dia cansativo, porém de muito networking e prazeroso saber que caminho seguir para aplicar, validar uma solução para um problema do nosso tão bagunçado país. 

Valeu muito toda a experiência e ver que várias agências do ramo digital como a gente estão de olho nesse novo ramo de negócio como as startups. 

O Startup World terá um segundo round, já no próximo mês segundo os organizadores do evento, fique ligado e bora compartilhar ideias conosco. 

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The future of designers

ux webdesign prototyping

Students who like to follow this carrer must think about it, this professional role is changing.

So do you like design? The Design course teaches the techniques used in the creation and development of graphic design and visual communication and artistic conception of parts and objects.

Depending on your background, more general or more focused on graphic or industrial part, this professional will find diverse sectors of activity.

The labor market is heated both bachelors or technologists. The competition from foreign products, contrary to what one might imagine, not difficult life of Brazilian designers. On the contrary, domestic entrepreneurs are now seeking to move to produce more originality.

By the way, it has several areas where it is possible to work as a graduate in Design. Check out:

- Industrial Design: designing automobiles, industrial machinery and equipment;

- Digital Design: design and develop interfaces for digital media using multimedia tools;

- Packaging Design: designing appropriate packaging to the products, considering the visual appeal;

- Design: create and reshape the visual and graphic look of printed publications;

- Visual Programming: create logos and trademarks for goods and services. Produce vignettes for TV and advertising pieces;

- Product Design: design objects, furniture and fixtures for industrial scale production, defining aesthetic and functional aspects. Research and development of materials and manufacturing technologies;

- Product Management: Manage product lines in major manufacturers

 

With the advance of technology, new roles of design are considered as important jobs and inovate tools too. Areas like UX, UI, etc. We can talk a lot about these subjects on a next post.

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Blog - Creative Bros Agência web - Marketing Digital em Sorocaba (Wed, 01 Mar 2017)
Blog - Creative Bros Agência web - Marketing Digital em Sorocaba: Impactando novos empreendedores e novos negócios em tempos de inovação.
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Só o primeiro dia do evento, Startup World São Paulo. Soluções... (Sun, 19 Feb 2017)
Só o primeiro dia do evento, Startup World São Paulo. Soluções para um mundo melhor. Muitos projetos voltados à educação, problemas sociais, econômicos e pitch de 30 s #startup #startupworld #anhembi #sebrae #canvas #empreendedorismo #entrepreneurship #aceleradoras #anjos #web #marketing (at Anhembi Sambadrome)
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gurafiku: Japanese Exhibition Poster: Whose Place Is This?... (Wed, 07 Sep 2016)
gurafiku: Japanese Exhibition Poster: Whose Place Is This? Taeko Isu (NNNNY), Hata Yurie, Ryo Hirano. 2015 Sempre admirando o que se pode fazer com outras escritas, outros caracteres. #japan #japanese #design
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archatlas: La Iglesia Skate Okuda San Miguel Kaos Temple is an... (Mon, 11 Jul 2016)
archatlas: La Iglesia Skate Okuda San Miguel Kaos Temple is an initiative of artist Okuda San Miguel to transform the so-called “Iglesa Skate” de Llanera (Asturias) in a real temple of art and skate. To do this, through crowdfunding platform Verkami, anyone who would like to contribute as patrons could. Thanks to all these them, the dream came true and Okuda could perform this color transformation in seven days. Text via
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gurafiku: Japanese Poster: Poetry graphics. Sayo Umezaki.... (Wed, 22 Jun 2016)
gurafiku: Japanese Poster: Poetry graphics. Sayo Umezaki. 2014 Excelente obra de design japonês #creative
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thewomb: Brandlab Latina (Wed, 08 Jun 2016)
thewomb: Brandlab Latina
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User Experience in Graphic Design & Why it Matters - HOW Design (Sat, 12 Dec 2015)
User Experience in Graphic Design & Why it Matters - HOW Design: UX em todos os lugares, até em outdoors, vídeo e mídia impresso. Texto em Inglês.
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inthemoodforportnawak: Meowbox : “Keep them busy with... (Mon, 07 Dec 2015)
inthemoodforportnawak: Meowbox : “Keep them busy with hand-picked toys and treats, deliverede monthly.” (Adeevee) Gatos entediados.
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