Para não confundir mais UX com UI Design. Saiba as diferenças.

Tempo de leitura: 4 minutos

O que é UI Design?

 

UI Design, ou User Interface Design (Design de Interface do Usuário),é o meio pela qual uma pessoa interage e controla um dispositivo, software ou aplicativo. Esse controle pode ser feito por meio de botões, menus e qualquer elemento que forneça uma interação entre o dispositivo e o usuário.

Um bom projeto de UI antecipa as necessidades do usuário e garante que a interface contenha elementos de fácil acesso e utilização, fornecendo o que é chamado de experiência user-friendly, ou seja, uma experiência que é amigável e que não cause frustrações ao utilizador

É muito comum confundir UI Design com UX Design, e por mais que os nomes sejam parecidos, suas abordagens são bem diferentes. UX está relacionado com a experiência do usuário e com seus sentimentos, já UI é a maneira como o usuário alcançará essa experiência. Há uma analogia citada por Dain Miller em um artigo (http://www.webdesignerdepot.com/2012/06/ui-vs-ux-whats-the-difference/) do blog Web Designer Depot que ilustra muito bem o que eu quero dizer:

“UI is the saddle, the stirrups, and the reigns.
UX is the feeling you get being able to ride the horse, and rope your cattle.” UI são os estábulos, o castelo, o reino. UX é todo o sentimento em que você chega no estábulo e pode escolher um cavalo, cavalgar ao redor do castelo, é uma experiência de verdade.

É importante entender que User Interface não é só sobre como uma aplicação ou dispositivo se parece, nem quais cores ou formas o compõe. UI é sobre como ele funciona e sobre como a interação será realizada, indo muito além da aparência que esse produto possui.

 

Qual a diferença entre UI Design e UX Design?

 

Confundir estes dois termos é mais comum do que você imagina.
Com a incrível quantidade de nomenclaturas existentes hoje em dia para definir todas as áreas que envolvem o design, não é de se surpreender que vez ou outra nos confundimos ao utilizá-las.
Em primeiro lugar, o que você precisa saber é que os dois termos tem significados diferentes, mas que eles se complementam e são fundamentais para um bom design. Podemos dizer que eles possuem uma relação simbiótica, visto que se beneficiam mutuamente para alcançar um resultado final satisfatório.

Jakob Nielsen e Donald Norman resumem a Experiência do Usuário como uma forma de englobar todos os aspectos da interação do usuário final com a empresa, seus serviços e seus produtos, ou seja, ela é responsável por estudar as melhores maneiras de atender as necessidades dos usuários e deixá-los satisfeitos com todo o processo.

A verdadeira experiência do usuário vai muito além de somente fornecer aos clientes o que eles dizem querer, sendo necessário fazer com que eles se sintam alegres por possuírem seu produto e felizes em utilizá-lo. Desta forma, para trabalhar com UX é necessário que o designer estude e avalie como os usuários se sentem sobre um sistema, levando em consideração aspectos como a facilidade de uso, percepção de valor do sistema, utilidade, eficiência na execução de tarefas e demais características para propor a melhor solução a um determinado problema. Também é necessário que o UX Designer tenha uma visão ampla de todas as disciplinas que a e envolvem – e existem muitas delas, como vocês podem ver no gráfico abaixo desenvolvido por Dan Saffer (http://www.kickerstudio.com/2008/12/the-disciplines-of-user-experience/) – pois é a junção de todas que resultam na experiência final do usuário.

 

Sabendo que o UX Design trabalha com as emoções e experiências dos usuários, fica mais fácil entender que o UI é justamente a ponte responsável por fazer com que essas experiências aconteçam. De acordo com Jef Raskin, um especialista em interação humano-computador americano conhecido por ter iniciado o projeto do Macintosh para a Apple Computer no final da década de 1970, a interface é a maneira que você realiza tarefas com um produto, ou seja, o que você faz e de que forma ele responde.

 

Conclusão

 

 

Sintetizando tudo o que foi falado até agora, o UI Design é a interação entre a interface e o usuário, já UX é como essas interações trabalharão o lado emocional do usuário, a sua experiência com o sistema. Para entender melhor sobre o assunto recomendamos a leitura do livro INTRODUÇÃO E BOAS PRÁTICAS EM UX DESIGN, de Fabrício Teixeira pela Casa do Código, e acompanhar blogs do assunto como o Brasil UX. O livro pode ser comprado direto do site em formato digital também. O mundo já é digital e a experiência de usuário faz toda uma grande diferença em como interagimos com esses meios.

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Não existe melhor época para se criar um negócio

Tempo de leitura: 3 minutos

Startups Australia
Startups Australia

'Não existe melhor momento para ser um empreendedor' Patrick, palestrante da Startcon Austrália. 

 

O gerente de produto, Patrick Malatack, diz que não há melhor momento para ser um empreendedor do que agora. O custo do fracasso é barato, e isso significa novas idéias, criatividade e novas empresas estão atingindo o mercado com um ritmo nunca antes visto.

 

Hoje no mercado digital existem muitos serviços que podem ajudar a expor suas ideias e alavancar novos negócios. Se não der certo, você não quebrou o banco, assim você pode passar para a próxima idéia ", diz ele.

 

"Isso significa que o custo da inovação é menor do que nunca, o que criou uma enorme oportunidade para os empreendedores".

 

Twilio é uma empresa de comunicações em nuvem com sede em San Francisco. Foi o único com índice de unicórnio de 2016, (startups que atingem a marca de valorização de um bilhão de dólares) e em seu primeiro dia de negociação levantou US $ 150 milhões, com ações até 92% no fechamento do negócio.

 

Malatack diz que o modelo de negócio bem sucedido é construído em uma "super rede" que abrange todos os continentes e 22 centros de dados. É tudo sobre adaptatividade.

 

"À medida que os clientes da Twilio crescem, nossa rede cresce, torna-se mais inteligente e mais eficiente".

 

 

Ele diz que cuidar dos clientes é o fator número um.

 

 

"Na prática, isso significa que todas as decisões que tomamos, quer se trate de um novo produto, a estrutura da nossa equipe ou a forma como pensamos, foi decidida com as necessidades dos clientes em mente. Tudo volta a criar uma plataforma flexível e capaz de se adaptar rapidamente ".

 

Basta relaxar sua mente, ter foco e mindset como os CEOs das novas startups do Vale do Silício. Muitos dos empreendedores do mundo inteiro possuem um ritual de paixão e foco em seus trabalhos. Imagine um mundo onde várias cidades se tornassem o novo Vale do Silício, não necessariamente, grandes cidades ou metrópoles.

 

Então, como isso funciona na prática? Malatack diz que a estrutura particular da equipe de Twilio permite a responsividade necessária.

 

"Em vez da tradicional estrutura hierárquica de" todos ficam alinhados ", formamos dezenas de pequenas equipes que operam e enviam feedback de forma totalmente independente.

 

"Apesar de ter quase 700 funcionários, pequenas equipes nos permitem manter o mesmo nível de paixão, desenvoltura e produtividade que nossa equipe fundadora teve um dia. Para lhe dar uma idéia de como isso funciona, a nossa infraestrutura de pequenas equipes nos permitiu enviar mais de 6000 vezes dados de comunicação de apps só no ano passado. Isso significa que a Twilio fica melhor 30 vezes todos os dias. "

 

A empresa possui clientes diversos e de alto perfil, como Coca-Cola, Uber e eBay, e continua a crescer.

 

A missão da empresa é ambiciosa: alimentar o futuro das comunicações. Malatack diz que vai exigir toda a adaptabilidade que a estrutura da equipe pode oferecer.

 

"Nós somos e continuaremos a ser a única plataforma que os desenvolvedores podem usar para construir qualquer tipo de comunicação em sua aplicação em qualquer lugar do mundo - seja uma chamada de voz, uma mensagem de texto, uma sessão de vídeo, um bate-papo na web ou qualquer outro canal ".

 

A Twilio se tornou um case de sucesso e inovação na Austrália. Em se tratando de Brasil e América Latina, tem muita burocracia que precisa ser desfeita infelizmente. Mas nada impede de se pensar em novas ideias de negócio.

 

Hoje a maior aceleradora de startups da América Latina está aqui no Brasil,

 

e já existe todo um ecossistema de inovação e o Sebrae também está aí para dar suporte a quem quer ser um empreendedor. 

Portanto sonhar não custa nada. 

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Da dor nasce a reflexão

Tempo de leitura 3  minutos 


sunset Ibaraki Beach Ocean
sunset Ibaraki Beach Ocean

Um pequeno relato de um brasileiro que trabalhava no Japão. 


Dia 11 de Março de 2011. Um dia trágico para o Japão, as províncias de Fukushima, Miyagi entre outras foram atingidas seriamente por um tsunami, ondas gigantes que destruíram cidades inteiras e ainda afetaram os reatores nucleares da usina da Tepco em Fukushima. 


Trabalhava em uma fábrica na província de Tochigi, apenas 300km de Fukushima. Nessa região confesso que não sabia da gravidade da situação pois terremotos são comuns em todo território japonês. Esse dia estava em casa com minha esposa peruana e sua mãe. Algo parecia errado, o tremor estava longo durou quase quatro minutos, muito mais demorado que o normal e começava a ficar cada vez mais forte. Percebendo que algo estava fora do comum, nós corremos pra fora de casa com medo dela desabar. 


Nas ruas, como era de tarde, todos sem entender o que havia acontecido. Crianças chorando, todos ligando para os familiares. A energia elétrica havia sido cortada. Meu celular na época era o único com bateria e um pouco de sinal 3g. Através dele vi pelos portais de notícias a gravidade da situação em que o país se encontrava. Tsunami, terremoto com epicentro no mar, as autoridades pedindo para se protegerem e sair das costas litoraneas. Nós vivíamos distantes do mar, não sabíamos o que estava acontecendo direito, foi através do Twitter que conseguia me inteirar mais rapidamente das notícias e logo já avisar aos nossos familiares que estávamos bem. 


Fazia frio, o aquecimento das casas dependiam da energia elétrica, a qual era gerada através de usinas nucleares. Lembro que fomos dormir assustados, ainda acompanhando as notícias. Dia seguinte, filas nos supermercados e lojas de conveniência, muitos organizando o quanto cada um poderia comprar, comida e mantimentos racionados e organizados em filas. Não havia quebradeira, tudo pacífico, mas o ar era de tensão. 24 horas depois do susto a energia havia voltado. 


Dois dias após o terremoto, mais fortes tremores foram sendo registrados e as notícias que víamos  era de que não tomassemos água da torneira que poderia estar contaminada pela radiação. A preocupação era até mesmo com a chuva que poderia espalhar pela água a radiação para outras províncias. Foram dias de incerteza, o mal agora era a crise nuclear. O medo fez muita gente ir embora do Japão. A embaixada da França pediu que todos os cidadãos franceses deixassem o o país.   


Para liberar um pouco do stress causado saímos caminhando à pé, até a estação principal da cidade onde vivíamos, Utsunomiya. Muitos ônibus estavam parados, mas parcialmente os trens ainda funcionavam. De curiosidade entramos no complexo da estação e víamos muitos repórteres, pessoas querendo ir às áreas afetadas, mas o caminho agora era somente por Estradas. Os trens só iam em direção sul, sentido Tokyo. Todas as vias para Tohoku paravam aí em Utsunomiya. 


Paramos em um lugar para tomar um café. Encontramos um homem com semblante de preocupação, Rafael era seu nome, boliviano engenheiro de petrolífera desesperado por notícias de sua esposa japonesa que morava em Fukushima. Por sermos estrangeiros ele se aproximou e conversamos, tomamos um café juntos e escutamos a sua dor. Ele não sabia o que fazer. Por já estarmos lá e por saber falar japonês e se inteirado da situação do transporte, nós o direcionamos para que ele conseguisse um coche, um carro para ir até a zona afetada atrás de sua família. Rafael saiu correndo, nos agradeceu e foi embora. Voltamos à pé pra casa e nunca mais tivemos noticias desse homem, Rafael, espero que tenha encontrado sua família à salvo. Acho que nesse dia surgimos no caminho desse cara por um propósito, uma ajuda. 


Voltando à rotina, a fábrica onde trabalhávamos eu, minha esposa e minha sogra havia declarado que não havia condições de serviço em razão do terremoto. Depois de tantas notícias ruins mais essa. Teríamos que esperar três meses para poder voltar ao mesmo trabalho ou definitivamente buscar outro emprego. E lá fomos nós sofrer na fila do desemprego, trabalhando de canto em canto para manter um salário mínimo de sobrevivência, o custo de vida é muito caro no Japão e todos nós tínhamos que economizar ao máximo para ainda enviar dinheiro para nossos familiares no Brasil e Perú. 


Enfim como tudo na vida é aprendizado, o tempo que agora nos sobrava, pensava em soluções, resolvi me dispor a trabalhar o que fazia quando estava no Brasil. Sempre trabalhei no Brasil como designer gráfico e criação em publicidade, porque não aplicar os conhecimentos no Japão? Pois bem assim nasceu a ideia do site Creative Bros Design, antes por fazer largas horas extras não tinha tempo para pensar em se reinventar. Começamos com um site importando cosméticos pela Internet dos Estados Unidos e vendendo para o pessoal que conhecíamos, mas ainda era difícil fazer negócio com os japoneses, a clientela era mais gente como nós, brasileiros, peruanos, filipinos, professores de inglês franceses, britânicos, todos gaijin ou gaikokujin que é mais bonito. Estrangeiros eram o foco. Assim por que não oferecer design gráfico, Papelaria, logo e sites pra essa turma! Esse foi o verdadeiro início desse site. Claro que não atuei sozinho, pedi ajuda a amigos no Brasil para dar suporte em determinados focos como redação, tradução porque eu não sou 100% fluente em japonês, a escrita também me deixou pra trás. Espalhei cartazes oferecendo meus trabalhos nos pontos de estrangeiros, restaurantes, pizzaria, etc. 

Foi através dos cartazes que consegui os primeiros clientes e até colaboradores, pessoas formadas em publicidade, fotógrafos, porque não se unir, vamos montar uma agência no Japão eu pensava. 


Com certeza nessas dores que surgiu a esperança de dias melhores, tudo isso aconteceu logo depois de me casar, meu falecido pai que foi o verdadeiro motivo de ter vindo ao Japão, nunca pediu que eu seguisse tal caminho, sempre me deu liberdade de escolha para uma profissão. 

Já tinha ido ao Japão porque ele estava doente e nós no Brasil já tínhamos quebrado um negócio, não deu certo. 

Precisava de ajuda pra crescer e hoje temos colaboradores espalhados pelo Japão, no Brasil e outros lugares. Trabalho novamente agora só com Design e Marketing no Brasil, mas mantendo os clientes em todos os lugares. Compartilho essa trajetória de fracassos e sucessos e ainda penso em se reinventar. Vamos manter essa forma de pensar? 


Mario Hideki, Creative Bros Design. 


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Startup World na Feira do Empreendedor 2017

Feira do Empreendedor 2017 Startup World São Paulo
Feira do Empreendedor 2017 Startup World São Paulo
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The future of designers

ux webdesign prototyping

Students who like to follow this carrer must think about it, this professional role is changing.

So do you like design? The Design course teaches the techniques used in the creation and development of graphic design and visual communication and artistic conception of parts and objects.

Depending on your background, more general or more focused on graphic or industrial part, this professional will find diverse sectors of activity.

The labor market is heated both bachelors or technologists. The competition from foreign products, contrary to what one might imagine, not difficult life of Brazilian designers. On the contrary, domestic entrepreneurs are now seeking to move to produce more originality.

By the way, it has several areas where it is possible to work as a graduate in Design. Check out:

- Industrial Design: designing automobiles, industrial machinery and equipment;

- Digital Design: design and develop interfaces for digital media using multimedia tools;

- Packaging Design: designing appropriate packaging to the products, considering the visual appeal;

- Design: create and reshape the visual and graphic look of printed publications;

- Visual Programming: create logos and trademarks for goods and services. Produce vignettes for TV and advertising pieces;

- Product Design: design objects, furniture and fixtures for industrial scale production, defining aesthetic and functional aspects. Research and development of materials and manufacturing technologies;

- Product Management: Manage product lines in major manufacturers

 

With the advance of technology, new roles of design are considered as important jobs and inovate tools too. Areas like UX, UI, etc. We can talk a lot about these subjects on a next post.

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